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Da linha de frente da saúde à tribuna: Bruna Azevedo
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Da linha de frente da saúde à tribuna: Bruna Azevedo

maio 27, 2026

Servidora da saúde há 14 anos em Porto Velho, Nicete Bruna Azevedo Mendes, a Bruna Azevedo (MDB), lança sua pré-candidatura a deputada estadual com foco na valorização dos trabalhadores da saúde e na proteção das mulheres em situação de violência.

Filha da saúde pública e moldada pelo cotidiano de unidades que atendem desde casos simples até situações de extrema gravidade, Bruna acredita que a política precisa começar por quem está na base do sistema. “A forma como nós, servidores, somos tratados me fez ver que precisamos de alguém que possa nos representar e lutar verdadeiramente pelos nossos direitos”, afirma. É dessa combinação entre vivência profissional e história pessoal que nasce sua decisão de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia.

Ao contar que já passou por violência e assédio, ela revela o outro pilar da sua jornada: a defesa das mulheres. “Como mulher, que já passou por violência e assédio, sei o que as demais mulheres nessa situação sentem e o que precisam que seja feito”, resume. Essa experiência, que poderia ter sido apenas uma dor privada, torna-se, em sua trajetória, um motor para a construção de políticas voltadas à proteção, à segurança e ao acolhimento das mulheres em todo o estado.

A escolha pelo MDB também não foi casual. Bruna relata que encontrou no partido um ambiente diferente do que costumava ouvir sobre a política tradicional. “Escolhi o MDB porque vi as mulheres serem muito bem acolhidas e respeitadas, temos de fato voz”, explica. Essa sensação de acolhimento e de respeito às pautas femininas foi determinante para que ela enxergasse na sigla um caminho viável para transformar sua experiência em ação institucional.

Bruna testemunha, no dia a dia, no setor da saúde, colegas adoecendo emocionalmente, afetados por sobrecarga, pressão constante e, em muitos casos, falta de apoio institucional. Ela defende a criação e o fortalecimento de programas específicos de atenção psicológica e psiquiátrica para quem trabalha na saúde pública.

No que diz respeito às mulheres em situação de violência, Bruna parte da própria história para compreender a urgência do tema. Sua proposta é fortalecer não só as leis, mas também a estrutura que permite que essas leis sejam eficazes na ponta: serviços especializados, casas-abrigo, atendimento humanizado na saúde, na segurança pública e na assistência social, além de campanhas permanentes de informação sobre direitos e canais de denúncia. Num cenário em que parte da população se sente distante da política, a trajetória de Bruna aponta para uma forma diferente de representação: aquela que nasce da experiência vivida e se transforma em compromisso público.

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